13/03/2026 - Saiba quem é comandante da Rocam preso em operação do MP que investiga morte de jovem em M
O capitão da Polícia Militar do Amazonas Wilkens Diego Feitosa da Silva, da tropa especializada Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), foi preso preventivamente no âmbito da operação “Simulacrum”, deflagrada pelo Ministério Público do Amazonas, nesta sexta-feira (13). A ação investiga a morte de João Paulo Maciel dos Santos em outubro de 2025, na Zona Oeste de Manaus.
??A operação apura suspeitas de irregularidades cometidas por policiais da Rocam. O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens registradas no momento da abordagem policial, que mostra João Paulo sendo levado vivo por PMs a um beco. Minutos depois, os policiais saem do local carregando o corpo do jovem enrolado em um pano.
Wilkens ingressou na Polícia Militar em 2008, aprovado em concurso público para soldado combatente masculino. No ano seguinte, 2009, concluiu o curso de formação de soldados e permaneceu como praça da corporação.
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Em 2014, foi nomeado aspirante a oficial. Quatro anos depois, em fevereiro de 2018, foi promovido a 2º Tenente por tempo de serviço. Ao longo da carreira, assumiu funções de comando de pelotão e integrou na Rocam, com atuação destacada na Companhia de Motopatrulhamento Tático.
Em 2017, quando ainda era aspirante a oficial, recebeu a Medalha “Ação Policial Militar - 1º Tenente QOPM Edilson Matias Barbosa”, concedida a oficiais e praças que se destacaram por dedicação, empenho e coragem em suas funções, sem configurar ato de bravura.
O g1 tenta localizar a defesa do capitão Wilkens Diego Feitosa da Silva
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Capitão da Rocam Wilkens Diego Feitosa da Silva
Divulgação
Operação "Simulacrum"
Dez policiais militares foram presos preventivamente na operação que investiga a morte de João Paulo.
No total, a Justiça autorizou 38 mandados: 11 de prisão preventiva, 19 de busca e apreensão e oito medidas cautelares diversas da prisão. A decisão é da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.
De acordo com o Ministério Público, 19 policiais militares foram denunciados no caso. As acusações incluem 11 denúncias por homicídio qualificado e 12 por fraude processual. Quatro dos investigados respondem pelos dois crimes.
Além das prisões, os investigadores também cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos policiais. Alguns dos militares presos também foram alvos dessas buscas, segundo o MP.
Confira a lista de policiais que tiveram mandados de prisão expedidos:
Capitão Wilkens Diego Feitosa da Silva
Cabo Fernanda Braga de Oliveira
Soldado Luilson Marlon Valentim
Soldado Rudicimar Cunha Cativo
Soldado Tiago Salim de Lima
Soldado Jean Thiago Correia Negreiros
Terceiro sargento Alain José Campos da Silva Junior
Soldado Humberto Gondim Barbosa Neto Passo
Cabo Marcel Alves de Paiva
Soldado Denis Ferreira de Souza
Soldado Gelson Zanelato Filho
Em nota, a Polícia Militar destacou que é formada, em sua maioria, por profissionais que atuam na proteção da população e reafirmou o compromisso com a legalidade e o interesse público.
A defesa da família de João Paulo Maciel dos Santos também se manifestou por meio de nota após a operação e disse que a ação representa um passo importante para o esclarecimento do caso.
Segundo os advogados, laudos periciais indicaram disparos de arma de fogo que atingiram órgãos vitais da vítima e apontaram inconsistências na versão inicial apresentada pelos policiais, que alegavam confronto.
Os advogados também afirmaram que moradores da região relataram medo após o caso e disseram ter ficado aliviados com as prisões e com o afastamento dos policiais investigados. O processo segue em tramitação na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.
O caso
Segundo informações da Rocam, os policiais foram ao beco após uma denúncia anônima sobre a venda de entorpecentes por criminosos armados. Os policias solicitaram apoio e iniciaram uma perseguição. Ao entrarem em uma passagem na lateral de uma residência, os policiais afirmaram terem sido atacados a tiros.
Entretanto, moradores e testemunhas contestam a versão da polícia. No vídeo gravado por uma testemunha, é possível ver os agentes abordando um homem sem camisa. O suspeito leva as mãos a cabeça e é revistado sem demonstrar reação.
Em seguida, ao menos um policial aparece levando o homem para a passagem lateral de uma residência enquanto um grupo com cerca de seis policiais permanece no local da abordagem. Pouco tempo depois, outros dois agentes entraram na mesma passagem lateral caminhando e logo saem do local carregando um corpo.
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João Paulo Maciel, de 19 anos, morto em ação da PM Amazonas
Divulgação
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